terça-feira, 28 de junho de 2011

(poema para o fim precognizado com alguém)


ANTONIO PERIPATO 05/2009
part. Roberta

Só não vivi aquele amor
que a mãe sonhou
O casal de filhos que ela imaginou
A morena não surgiu

A única chama que sobrou
não aproveitei
só as mães são felizes
Ou não são

Desculpas não cabem mais
Este porto não tem mais cais
Nem esperança
Chega de lembrança
Naufragam as lembranças felizes
Dispersam raízes

Nunca escrevi contíguo
A dor é muito pessoal
e intransferível
Evolui sem limites
Sentimento sofrível

As pessoas são as mesmas
em todo lugar
Tem carências
dependências
Estar junto e ser social
Necessidade de ser único
Sem saber que é óbvio

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