
O caso do acaso
Antonio Peripato 12/12/2010
O condicionamento intermitente funcionou
Foi em mim que ele ficou
O acaso me pregou uma peça
Foi o inverso do que planejei
Tudo diferente
Nada disso eu sei
Fiz caso do acaso
E agora o que era caso
Não sai de casa
Não tem mais desculpa
Nessa garagem cabem todos os carros do mundo
Vive tudo em tão pouco tempo
O tempo as vezes voa
E muitas vezes para
É parecida mais nem tanto
Já tem coisa que é só nossa
Volto a ouvir a bossa
E nossa!!!
Madrugada não é fossa.
Quando não se tem o que comemorar
É brindar por não se ter o que chorar
É voltar a sentir o que não sente
Corpo é movimento
Novo momento
Espumante que degusta
Ela toma mas nem gosta
Os estralos das papilas
Os estragos que ela faz
Irreparáveis...
Os fuscas azuis
E as risadas amarelas
Como o que não se pode ter pensado,
pode ser tão vivido?
Ela acorda e o dia sorri de volta.
