terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O CASO DO ACASO


O caso do acaso
Antonio Peripato 12/12/2010

O condicionamento intermitente funcionou
Foi em mim que ele ficou
O acaso me pregou uma peça

Foi o inverso do que planejei
Tudo diferente
Nada disso eu sei

Fiz caso do acaso
E agora o que era caso
Não sai de casa

Não tem mais desculpa
Nessa garagem cabem todos os carros do mundo

Vive tudo em tão pouco tempo
O tempo as vezes voa
E muitas vezes para
É parecida mais nem tanto

Já tem coisa que é só nossa
Volto a ouvir a bossa
E nossa!!!
Madrugada não é fossa.
Quando não se tem o que comemorar
É brindar por não se ter o que chorar
É voltar a sentir o que não sente
Corpo é movimento
Novo momento
Espumante que degusta
Ela toma mas nem gosta
Os estralos das papilas
Os estragos que ela faz
Irreparáveis...

Os fuscas azuis
E as risadas amarelas
Como o que não se pode ter pensado,
pode ser tão vivido?
Ela acorda e o dia sorri de volta.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

PARA GLIDER

PARA GLIDER
Antonio Peripato 12/10/2010

PARA GLIDER
PARA TUDO
PARA RAIO
PARA O ALTO
PARA O SALTO
PARA A VIDA
PARA O VENTO
PARA SEMPRE
O MOMENTO...
PARA PAINT
PARA GENTE
PARA SER
NÃO PARA VÔO!!!
QUE EU NÃO QUERO DESCER
PARA O SOL
PARA O CÉU
PARA O SOM
PARA VER
PARA PAINT
PARA SER PARA SEMPRE
DIFERENTE...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O homem transparente

O HOMEM TRANSPARENTE 31-12-09 Antonio Peripato

O homem transcedente
Caminha ao sol nascente
E ele nasce pra vida
E a vida não nasce pra todos

Cresce, reproduz e morre
Às vezes sem nascer
Às vezes sem viver
Face sem rosto
Senhor sem gosto
Amor sem gostar
Gostar sem amor
É só o tempo gastar...

O homem transparente
Transcedente...
Completo em si mesmo