sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010


MATILDE
ANTONIO PERIPATO 07/01/2009

Não foi o tempo que passou
Foi o mundo que parou
A soma do som é o eco
A soma do nada é oco
Quem quer muito tem pouco

Boca aberta berra
O brado redundante
Desço reto a serra
Calado delirante

Volto pra’quele bar
Onde o nome não tem rima
Agora a volta é por cima
Ele soube sair só
A goteira afastou o pó

Noutra vela veleja o velho
Em outra paz ele acredita
Será que é maldita ?

Mal aflita a flor
Que fita a dor do poeta
Volto de novo pra’quele bar
MATILDE ???
Onde será que deve estar?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

EU NÃO EXISTO SEM VOCÊ


Eu não existo sem você
VINÍCIUS DE MORAES

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você

Vinícius de Moraes

ISSO É UM FIM


ISSO É UM FIM 29/08/2009
ANTONIO E ROBERTA PERIPATO


Como é difícil terminar
Como é difícil calar
Não sei como fazer
Nunca sei

Só sei ser deixado
Nunca repetir o fado

Só sei o que eu não quero
Como se a mim pouco importa
Mentira...
A dor é maior
Sei de cor
De coração
Viver mais isso não

Se resolvesse a equação
Encontrasse a solução
Seria mais fácil dizer não
Não repito uma emoção
Não rimo com passado
Mas não sei dizer não
Faço isso não
Ponto de interrogação

Deixo na mão alheia a decisão
Que será
O que será
Adeus e não mais voltar

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

LOBATO


LOBATO
ANTONIO PERIPATO 20/12/2009

Romântico apaixonado incansável
Vou tomar banho de chuva
E nem vou me molhar
Deliciosamente perigoso
É te abraçar

Difícil despedida
Partida contida
Vontade não dividida
E despedida...

Te dei minha coleção do Lobato
E nunca mais a vi
Foi embora pro sítio do pica pau amarelo
Troquei as mãos pelos pés
Sem chinelo
Eu que enfrentava até o Minotauro...
Mas me perdi
No maior laririnto
Da saudade que sinto
Por você