sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010


MATILDE
ANTONIO PERIPATO 07/01/2009

Não foi o tempo que passou
Foi o mundo que parou
A soma do som é o eco
A soma do nada é oco
Quem quer muito tem pouco

Boca aberta berra
O brado redundante
Desço reto a serra
Calado delirante

Volto pra’quele bar
Onde o nome não tem rima
Agora a volta é por cima
Ele soube sair só
A goteira afastou o pó

Noutra vela veleja o velho
Em outra paz ele acredita
Será que é maldita ?

Mal aflita a flor
Que fita a dor do poeta
Volto de novo pra’quele bar
MATILDE ???
Onde será que deve estar?

0 comentários:

Postar um comentário