sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Solidão Desejada

SOLIDÃO DESEJADA
Antonio Peripato 06/01/2009

A solidão é quase sempre deletéria
Tão violentamente presente
Que parece matéria
Ambígua e onipresente
Nociva e criadora
Torturadora Inconsciente
Da batalha duradoura

Auto resgate, descobrimento
Reconhecer o que era segredo
e agora é manifesto
Crio sempre um condicionamento intermitente
Nado contra a corrente
Deixo sempre alguém na mente

Contradição inquietante
Da solidão do solitário
Tornar se o vigarista vigário
Deitar a solidão do otário
Permiti meu tempo de parada
Férias Filosóficas do Ser

O mundo é denso...
Tenso...
Penso!!!
Deixá-lo leve, líquido
Livre do consenso
Vivo a solidão de estar só
Estar só para ser
Vivo-a para não perecer...

0 comentários:

Postar um comentário